sexta-feira, 29 de maio de 2009


Durmo no ponto
Com relógio não conto

O patrão não me conhece
Sem pressa
Não me lembro da prece

Vejo o índio na televisão
1500 cores sem definição

sorrindo rumo abismo
para o baixo e avante

sem óculos ruminante
faz carinho de navalha

dorme com as pedras
e acorda macio dinossauro

lembra dos quintais verdes
histórias e canaviais

sonhava ser dançarino
leve risonho paralelo

criança entende sentido
olhar radar pé no chão
e vinhedos no coração

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