Eu pobre anão monstrengo
Ela linda no Baixo Mondego
Ela aprende em berço de reis
Eu ignoro o fuso e a vez
Ela passeia abaixo do Douro
Eu desconheço o Vieira parco e morto
Ela ouve o Orfeon Acadêmico
Eu mouco órfão endêmico
Eu engasgo com o fato
Ela gosta e dança o fado
Ela celebra a Rainha Santa Isabel
Eu vago tolo de déu em déu
Ela escala serenata na Sé Velha
Eu desafino sem ter quem me valha
Ela baila na Queima de Fitas
Eu com mãos caladas e aflitas
Ela brilha na bela Coimbra
Eu bobo na maior pindaíba
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
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Puxa, parece um novelo que se desenrola, língua solta!
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